Gestão 2012/2013 – Não baixe a guarda: a luta não acabou!

Samba sambei – Criolo

Samba assim, samba sambei,
Mas não esqueci das palavras do rei. 

De onde vem, e pra onde vai
A caminhança do nobre rapaz,
In the ghetto, rude boy sensation,
Freedom please! a mente dos demais,

“black dandas” “ummababa azule”
Lês criolês aqui pregando a paz,
Exigir, é, direitos iguais,
Orgulhar à nossos ancestrais

Não baixe a guarda, a luta não acabou

Oêê lês criolês

Samba assim, samba sambei,
Mas não esqueci das palavras do rei. 

Eu vejo a mata sendo desprezada,
E os cães que me protegem, me guiam nessa estrada,
Se tem ideia, manda uma que nutre,
Pois tô cansado de tanta palhaçada.

Se é pra paz, a nação já tá armada,
De consciência, a alma já tá elevada,

Não baixe a guarda, a luta não acabou. 

Oêê lês criolês

Fotografia do estudante Zequinha enfrentando a cavalaria no Centro Politécnico, em 1968.
Fotografia do estudante Zequinha enfrentando a cavalaria no Centro Politécnico, em 1968.
Leia mais sobre a imagem em http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/materia-3709.html

“Não baixe a guarda: a luta não acabou”, Criolo canta um grito de luta!
A luta nunca acaba, ela se renova, transforma-se, e não podemos estar letárgicos e omissos perante as realidades que nos margeiam. Devemos resistir e continuar no intento por uma sociedade sem distinções e mais igualitária. Por uma universidade justa para quem está e será inserido nela. Em 1968, xs estudantes da UFPR se mobilizaram para impedir a realização do vestibular no campus politécnico, com o intuito de pressionar politicamente o governo a não privatizar as universidades públicas. O ato foi duramente reprimido pelas forças policiais. Mais tarde, a ocupação da reitoria consolidaria a postura contraria a privatização por parte dxs estudantes.
Do confronto no politécnico, ficou marcada a imagem de um jovem estudante empunhando um estilingue contra a cavalaria das forças policiais. Aparentemente uma desigualdade. Apenas uma desigualdade de forças tecnológicas, porque a força da luta estudantil presente na singela forquilha de madeira demonstrou-se fecunda.
Lutamos com o que dispomos, mesmo desarmados lutaremos pelo que  creditamos. Um movimento estudantil coeso e atuante, lutando contra as realidades dilacerantes, dentro e fora da universidade. Não vamos baixar a guarda, a luta nunca vai acabar, ganha novos contornos e pautas. Supere seus medos das diferenças, pegue um estilingue, enfrente a realidade.

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